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hoje me desfiz dos meus bens
vendi o sofá cujo tecido desenhei
e a mesa de jantar onde fizemos planos

o quadro que fica atrás do bar
rifei junto com algumas quinquilharias
da época em que nos juntamos

a tevê e o aparelho de som
foram adquiridos pela vizinha
testemunha do quanto erramos

a cama doei para um asilo
sem olhar pra trás e lembrar
do que ali inventamos

aquele cinzeiro de cobre
foi de brinde com os cristais
e as plantas que não regamos

coube tudo num caminhão de mudança
até a dor que não soubemos curar
mas que um dia vamos

Martha Medeiros

Comentários

  1. Oi, Li!
    Vim retribuir a visita e encontro um blog bonito, bem arrumado, com poesias que adoro e vez ou outra também coloco lá no meu pedaço. Mas, o que vi de mais curioso foi a inspiração que Leonardo Boff teve sobre nós e acabou influenciando para que fizéssemos este espaço na rede. Adorei!
    um abraço carioca

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  2. oi Beth/Lilás
    Nossa que emoção que tive ao ver seu comentário por aqui. O Primeiro , a gente nunca esquece, né?
    Ainda estou me habituando ao mundo bloguistico.
    E por enquanto vou ensaiando...
    Um abraço paulista , perdida em Curitiba!

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