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"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada.  Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."   Cora CORALINA   E sigo caminhando , lado a lado, deixando as sementes e esperando que um dia floresça uma bela árvore em meu filho.

Não sei

Não sei ... se a vida é curta ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita. Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja curta, nem longa demais Mas que seja intensa Verdadeira, pura ... Enquanto durar. (Cora Coralina)
O tempo não pára!  Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo... Mário Quintana

Poema de Ano Novo

Ter asas é Dançar na chuva... É plantar uma árvore... Ver a inocência nos olhos de uma criança... É ficar bem quietinho ao lado da pessoa amada... É subir uma montanha... É encontrar os amigos e não falar nada importante, Mas falar, falar muito... É cantarolar uma música antiga... É arrumar as gavetas, e dar um monte de roupa para quem precisa... É andar sem rumo, só por andar... É falar sozinho... É sorrir para aquele velhinho lá da praça... É ficar sentado na cozinha, assistindo a mãe fazer bolo... Ter asas é raspar a panela de brigadeiro com os dedos... É brincar... É rir de si mesmo... E ficar de bobeira... É tomar um banho de cachoeira, nadar em um rio... Ir para a praia, se cobrir de areia e pegar jacaré... Do dia a dia... Ter asas é ficar em silêncio e ouvir dentro da gente, o Deus Emanuel. Que você tenha asas como das águias!!!! Que a lua e as estrelas emprestem um pouco do seu brilho, para iluminar o novo ano, e que Deus nos dê "asas de águia"...
"Viver é ir tecendo naturalmente a trama da vida."  Lya Luft

Vigília das Mães

Nossos filhos viajam pelos caminhos da vida, pelas águas salgadas de muito longe, pelas florestas que escondem os dias, pelo céu, pelas cidades, por dentro do mundo escuro de seus próprios silêncios. Nossos filhos não mandam mensagens de onde se encontram. Este vento que passa pode dar-lhes a morte. A vaga pode levá-los para o reino do oceano. Podem estar caindo em pedaços, como estrelas. Podem estar sendo despedaçados em amor e lágrima. Nossos filhos têm outro idioma, outros olhos, outra alma. Não sabem ainda os caminhos de voltar, somente os de ir. Eles vão para seus horizontes, sem memória ou saudade, não querem prisão, atraso, adeuses: deixam-se apenas gostar, apressados e inquietos. Nossos filhos passaram por nós, mas não são nossos, querem ir sozinhos, e não sabemos por onde andam. Não sabemos quando morrem, quando riem, são pássaros sem residência nem família à superfície da vida. Nós estamos aqui, nesta vigília inexplicável, esperando o que não vem, o r...